Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Uma, duas fotos

Uma destas tardes fui ao Ocreza, a seguir à Taberna Seca. Uma tarde de Outono agreste. Tirei umas fotos à laia de desassossego. Só para dizer que não fui lá sem saber o que ia fazer. O rio é do arco-da-velha. Só quem o conhece é que sabe. Tem lá coisas …

O raio da foto saiu sobre exposta. Igualmente agreste e fria. Com cores desnaturadas.
Ainda bem que existe o IrfanView. E além disso é à bórliú!
Um toque aqui, um retoque ali … Uma cor mais quente, um sharpen para realçar um detalhe...

Afinal esta tarde outonal foi colorida, cálida, tranquila e apetecível. Apetecia estar lá!
Quem diz que não vale fazer batota?

Não era bom ter um IrfanView para de quando em quando fazer o mesmo às nossas vidas?




Fotos: O Pescador

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

Malta de 58

No passado Sábado, 14 de Novembro, reuniram-se na cosmopolita e glamorosa estância termal de Cebollás de Bas 14 garbosos mancebos, muitos dos quais paridos em Cebolais de Cima no Ano da Graça de Deus de 1958.
O local do reencontro foi o apalaçado Café Estoril bem representativo do estilo arquitectónico colonial.
Sob um magnífico lustre de cristal veneziano, com um serviço de fina porcelana Vista Alegre e baixela de prata, celebrou-se o jantar gourmet anual, dando mais uma vez cumprimento a esta já ancestral tradição.
Trajados a rigor em fatos Armani Tiridó degustaram os requintados manjares confeccionados a preceito pela maître de cuisine Marie de la Márià:

. Presuntau et choriçau caseirô avec azeitonàs de la regiôn.
. Caldeau vert aux patates de la horte.
. Riche arreauz de pombeaux au guisàde caseirô.

O vinho: uma selecção da adega de Port Allegro, Chateâu Terràs de Bacqot.

As sobretables, a cargo do afamado maître patisseiro Gouchaux, incluíram salade de fruttes, pudin d’oveaux, molotoffe à la cáràmell de bouteille e um gatô especialmente preparado para a ocasião.

A abrilhantar o evento teve lugar o empate do Sporting frente ao Leixões e a vitória do Benfica frente à Académica de Coimbra.

Não tendo sido permitida a recolha de imagens pelas revistas Gente, Caras, Vogue, Harper’s, Maria, Maxim, Cosmopolitan, Ana, Stern, Time, Hola, Ana Mais Atrevida, Vanity Fair, Fortune, só para referir algumas das presentes, o Pescador deixa aqui uma foto desta excelsa geração de Cebolenses num dos encontros anteriores.


Até ao próximo, onde será gloriosamente celebrado o meio século.
Que estejamos todos e ainda os que este ano não puderam estar.

Sábado, 24 de Novembro de 2007

Uma foto, uma música # 1

Betty Carter. Para mim, a última das grandes.

O meu 1º Cascais Jazz foi o de 76. Era um puto. Sujeito aos horários e contingências dos que me “levavam”.
Não assisti ao concerto da diva. Fui no dia seguinte, Domingo, 14 de Novembro. Quarteto Araripa, Quarteto de John Faddis com John Hicks. Juntou-se-lhes George Adams (que me perdoem se a minha memória me falha) que tinha actuado na sexta-feira na orquestra de Gil Evans. A finalizar, Muddy Waters e o seu grupo de blues. Um luxo. Com Pinetop Perkins, Bob Margolin, Jerry Portnoy, Willie Smith, entre outros.

Só que, a fomeca era tanta que o concerto do Muddy Mississippi Waters foi trocado por um bitoque numa mísera tasca de esquina. Nem me quero lembrar … Irra! E aquela treta dos solos de bateria, a maior parte das vezes medíocres, que duravam hora e meia e o pessoal aplaudia sem parar? Éramos novos. Com pouco juízo! À conta deles (Araripa) o já Pescador falhou as picadelas dos bagres do Mississippi.

Mas, falemos da diva. Em 1990 não me escapou. Com Marc Cary no piano, Dwayne Burno no contrabaixo e Gregory Hutchinson na bateria. Na Aula Magna, um grande concerto.
Bom … fica aqui o tema Dip bag para quem quiser ouvir. Um destes dias vou digitalizar os negativos deste concerto para ver o que sai. Depois mostro. Prometo. Mostro mesmo; é que eu não sou político, atenção!


Foto: Barbara Bordnick


Dip bag

(Out of service!)

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Fomos de passeio

Aqui estamos nós mais uma vez. Jovens e inocentes. Recordando estas excursões da Escola Primária e da Telescola. Estas fotos datam de há cerca de 38-40 anos. Muitas caras que eu já não reconheço. Grande maltosa e grandes malteses. Um deles já não se encontra entre nós. O saudoso Bife. Grandes garraiadas na noite lisboeta. O Pescador promete mais capítulos do espólio fotográfico desta geração única de Cebolais de Cima.
Saudações piscatórias!



Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Quotes # 12

If you're going to make a mistake, make it loud so everybody else sounds wrong.
Joe Venuti

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Lisboa # 2

A ASAE encerrou as portas da Ginjinha do Rossio.
Que vai ser deste local de tradição e convívio?


Foto: O Pescador

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Lisboa # 1

«My kind of town, Lisboa is ... my kind of people too ...»


Feira da Ladra, 1980

Foto: O Pescador

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Quotes # 11

You can't rehearse a blues, darlin'.
Joe Williams

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Pombos

As pombinhas da Catrina ...

E continuava, o poeta: se eu fosse pombo voava e fugia dos CEF's!


Foto: O Pescador

Quotes # 10

Life is a lot like jazz... it's best when you improvise...
George Gershwin

Domingo, 4 de Novembro de 2007

Chet Baker no Cascais Jazz

O trio do trompetista Chet Baker no Cascais Jazz 81.


Chet Baker


Philippe Catherine


Jean Louis Rassinfosse


Chet Baker Trio

Fotos: O Pescador

Do' Spresso # 2

Muitos dos meus alunos são apologistas da lei do menor esforço. “Ah, a mim basta-me um dez”. Sendo docente da área de formação técnica, e leccionando exclusivamente disciplinas dos novos cursos profissionais, tenho falado muito com eles sobre algumas das características das empresas de hoje e das qualidades, em termos de qualificação profissional, requeridas aos potenciais candidatos a emprego – em meia dúzia de palavras, empresas magras e ágeis, dotadas de um quadro de pessoal qualificado e polivalente. O oposto a uma realidade empresarial que integrou os seus pais, hoje com quarenta ou cinquenta anos, alguns deles em situação de desemprego ou emprego precário. Tenho igualmente falado com eles sobre a perda de qualidade dos regimes de protecção social. Que as coisas não irão ser como foram.

Para eles aqui vão alguns excertos do Barómetro RH, retirados do Expresso Emprego desta semana. Que este panorama pessimista possa ser uma fonte de motivação para esta juventude que muitas vezes não dá o valor devido à Escola (mas, será que a culpa é só deles?).

Os dados sobre o desemprego de longa duração em Portugal são desanimadores. De 2002 para 2006 os dados oficiais subiram de 37,6% para 52,1% … A pescadinha de rabo na boca é sempre a mesma: os postos de trabalho extinguem-se. A grande maioria dos trabalhadores disponíveis é pouco qualificada e com idade elevada para outra profissão ou idades baixas em termos de anos de trabalho pela frente.
Ana Loya – Administradora da Ray Human Capital

O desemprego de longa duração … Constitui a face visível de um processo com raízes históricas de desajustamento estrutural, que a crise actual veio acelerar, numa economia tradicionalmente marcada pela dissonância entre as qualificações e competências de que um mercado de trabalho em velocidade de cruzeiro necessitaria e uma vasta faixa envelhecida de trabalhadores mal preparados para responder às exigências da sociedade da informação.
Amândio da Fonseca – Administrador do Grupo EGOR

O país … Precisa, sim, de programas elaborados e concretizados por quem conhece e quer, efectivamente, mudar o estado das coisas. Isso só é possível com elites altamente qualificadas que interajam com o tecido económico e social, ou seja, com os sectores, as empresas e os agentes de formação, a todos os níveis. Esta é uma condição indispensável: envolver seriamente as escolas públicas e privadas, as empresas de formação e orientação profissional, intensificar o acesso ao ensino técnico, aplicar adequadas políticas activas de emprego … Mas a mais importante é a promoção, através da família, da escola e das comunidades de inserção social, de uma verdadeira política de educação para o trabalho.
Mário Costa – Presidente do Grupo Select/Vedior

Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Quotes # 9

I'll play it first and tell you what it is later.
Miles Davis

Sobre taxas

A minha prima Blita quer saber qual a taxa de IVA que incide sobre o consumo de água. Vai daí, o Pescador deitou mão às contas mensais e chegou a interessantes conclusões.

Na factura dos SMCB, além do consumo de água pagamos uma quota de disponibilidade (?), ambos sujeitos a IVA à taxa de 5%; e ainda uma tarifa de saneamento e uma tarifa de resíduos sólidos. Vamos aos números: para um consumo de água no valor de € 3,30 temos uma cobrança adicional de € 11,77. Dito de outra maneira, relativamente ao total da factura o consumo de água representa 22% e as taxas e impostos 78%. Anda galego!!!

Passamos à conta da televisão por cabo. Aqui, além do IVA à taxa de 21%, pagamos uma taxa municipal de direitos de passagem no valor de 0,25% sobre o valor dos serviços de comunicações electrónicas. Soma e segue!!!

E agora a factura da EDP. Para usufruirmos deste bem de luxo temos de desembolsar uma “potencia contratada” (lá por isso a gente paga os acentos circunflexos - se eles não forem muito caros), uma taxa de exploração DGGE, IVA à taxa de 5% e uma contribuição “áudio-visual”. Curiosamente a taxa de exploração DGEE também é taxada a IVA. E na proposta de OE para 2008 está previsto que a contribuição “áudio-visual” o seja. Taxas sobre taxas. Arre que é demais!!!