
Son House (1902 – 1988) nasceu em Riverton, Mississippi. Com a idade de 15 anos estava determinado a ser pastor da Igreja Baptista. Mas, mesmo com a oposição manifestada pela sua igreja ao blues e ao estilo de vida que lhe estava associado, House não resistiu à devil’s music.
Pregador com 25 anos e dividido entre a fé e a música, inspirado por Willie Wilson decidiu comprar uma guitarra.
Autodidacta, tocou com Charley Patton, Willie Brown, Robert Johnson, Fiddlin’ Joe Martin e Leroy Williams nos estados de Mississippi e Tennessee.
Apesar de não ter sido um virtuoso nem possuir uma técnica brilhante foi uma importante influência para alguns músicos da sua época, contando-se entre eles Robert Johnson, Howlin’ Wolf e Muddy Waters, que levaram a sua música a outros horizontes.
Em 1943 pôs a guitarra de lado e mudou-se para Rochester, New York. Estando afastado do blues por um longo período, o seu regresso ocorreu no festival de Newport de 1964, acompanhado de outros músicos na mesma situação – Mississippi John Hurt, Rev. Robert Wilkins, Robert Pete Williams e Skip James, vozes que já só eram ouvidas em discos de 78 rpm.
Até ao início da década de 70, quando teve diversos problemas de saúde, gravou para várias editoras e participou em inúmeras digressões nos EUA e na Europa.
As gravações de Son House agrupam-se em 3 categorias:
Pouco mais de meia dúzia de canções gravadas para a Paramount em 1930.
As gravações de Alan Lomax para a Library of Congress em 1941 e 1942: 19 canções.
Gravações em estúdio e ao vivo, a partir de 1965.
Morreu em Detroit, Michigan, em 1988.
A sessão de gravação deste disco teve lugar em New York, de 12 a 14 de Abril de 1965. O CD contém 11 canções em que Son House canta, canta e toca uma steel-bodied National guitar, sendo acompanhado numa delas por Al Wilson na harmónica.
Foto: Giuseppe PinoJohn the Revelator
Ouça aqui(Out of service!)LyricsTell me who's that writin', John the Revelator
Tell me who's that writin', John the Revelator
Who's that writin', John the Revelator wrote the book of the seven seals
You know God walked down in the cool of the day, and called Adam by his name
And he refused to answer, because he was naked and ashamed
Who's that writin', John the Revelator
Who's that writin', John the Revelator
Who's that writin', John the Revelator wrote the book of the seven seals
You know Christ had 12 apostles, and three he laid away
He said "Watch with me one hour, till’ I go yonder and pray"
Tell me who's that writin', John the Revelator
Tell me who's that writin', John the Revelator
Who's that writin', John the Revelator wrote the book of the seven seals
Christ came on a Easter morning
Mary mother was down to see
Go tell my disciples
To meet me in Galilee
Tell me who's that writin', John the Revelator
Tell me who's that writin', John the Revelator
Tell me who's that writin', John the Revelator wrote the book of the seven seals
Who's that writin', John the Revelator
Who's that writin', John the Revelator
Tell me who's that writin', John the Revelator wrote the book of the seven seals

Sky Blue é o último CD da Orquestra de Maria Schneider que, passados 3 anos, sucede a Concert in the Garden. Trata-se de um disco igualmente notável que nos faz viajar por múltiplas texturas sonoras clássicas e jazzísticas, que evocam desde Debussy a Copland e desde Gil Evans a Metheny sem que a música perca a sua identidade e originalidade.
Compõe-se de 5 peças distintas que reflectem musicalmente experiências e visões de Maria Schneider sobre a vida. ”Apercebo-me que uma grande parte da minha música é autobiográfica … Para mim a música é um meio de expressão. Trata de contar o que eu gosto, o que vivo e o que vejo. É a minha forma de contar uma história, de exprimir um sentimento”.
The Pretty Road – o caminho de regresso a casa desde a Driftwood Steakhouse, a 5 milhas de Windom, Minessota, por uma estrada em que, no cimo de uma colina, se podiam ver todas as luzes que iluminavam a pequena cidade e que a transformavam num “pequeno reino de cristal” no meio de uma grande planície. “Trata-se de uma declaração de amor à cidade onde cresci … Ao escrever esta peça decidi que ela descreveria esta viagem … Quis combinar estas recordações com outras da minha infância – sons, canções e cantos de pássaros … Ingrid Jensen utiliza efeitos electrónicos nesta peça para reproduzir alguns desses sons”.
Aires de Lando foi escrita alguns meses após o regresso de uma viagem ao Peru. “Vi como toda uma audiência batia palmas ao som de um tipo de música designada por Lando – assenta em estruturas polirrítmicas de 12/8 sobre 6/4”. Tem como solista Scott Robinson no clarinete.
“A primeira frase da peça seguinte veio-me à ideia não como notas mas como sons”. Rich’s Piece é uma balada escrita especialmente para um músico da orquestra. Schneider diz que lhe “apetecia por em cena” “o som incrível” do saxofone tenor de Rich Perry. “Todas as composições de Sky Blue são destinadas a solistas específicos … Trata-se de por em destaque o valor dos músicos … Especialmente na secção de saxofones e clarinetes”.
Cerulean Skies é a peça de fundo do álbum. A sua première decorreu no festival New Crowned Hope de Viena em 2006, que celebrou o 250º aniversário sobre o nascimento de Mozart.
“Uma das paixões da minha vida, desde a minha tenra infância, é a observação de pássaros. Hesitei muito tempo entre tornar-me ornitóloga ou música. Seria uma coisa ou outra”. Schneider confessa o seu fascínio pela migração das aves que vêm da América do Sul, que percorrem 3000 Km, que todas as Primaveras chegam a Central Park, e que se alimentam e retomam a sua viagem para outros destinos; por este elo entre os hemisférios Norte e Sul. “Compus esta peça para descrever este nomadismo, imaginando as aves que partem duma luxuriante floresta brasileira, passando pelas montanhas da Venezuela e do Perú, com este misterioso instinto migratório … Tentei imaginar o som dos bandos em voo, com centenas de asas batendo em simultâneo … E a alegria da Primavera e a sua chegada a Central Park … No solo de Donny McCaslin pretendia ouvir o que sobressai do instinto migratório, desse formidável desejo de atravessar um continente. E a orquestra soa como gazelas que amamentam as crias”.
Sky Blue foi composta na fase terminal de um cancro da mama que atingiu Kate Sullivan, a sua melhor amiga. “Visitava-a diariamente para a apoiar e, no regresso a casa, devastada, compor era a minha própria terapia”. Schneider recorda as suas palavras: “A realidade é como o céu – está sempre viva, como o amor no teu coração … Vivo para sempre, como o céu, e tu também”. Steve Wilson é o solista em saxofone soprano.
Sky Blue está nomeado para 2 Grammys: Best Large Jazz Ensemble e Best Instrumental Composition (Cerulean Skies).
Foto: Jimmy KatzConcert in the Garden
Ouça aqui(Out of service!)Outros registos de Maria Schneider:
Evanescence, 1992 (ENJA).
Coming About, 1995 (ENJA).
Allégresse, 2000 (ENJA).
Days of Wine and Roses, 2000 (Artist Share).
Concert in the Garden, 2004 (Artist Share).