Domingo, 30 de Março de 2008

Um dia primaveril

Ontem foi dia de passear a cana de pesca do achigã e algumas amostras. Com almoço de permeio!

Saímos de Castelo Branco rumo a Espanha por Penamacor. Passámos por Valverde del Fresno, ladeámos San Martin de Trevejo, e depois de atravessarmos Hoyos chegámos a Perales del Puerto onde o ponto de destino era a Taberna Encantada. Sorte malvada! José Lozano tem o seu restaurante cerrado para reforma.

Por palpite conseguimos chegar a Torre de Don Miguel onde esperávamos almoçar no El Vínculo. Mais uma vez não fomos felizes. Festa na aldeia, restaurante a abarrotar. Que fazer?


Torre de Don Miguel


A opção foi subir a serra até à Gata. Numa tasco que a ASAE encerraria sem sequer ter de lá entrar degustámos uma excepcional caldereta de setas (e agora é o tempo delas) e uma tortilla de patatas primorosamente confeccionada. Um vinho a copo a dar para o medíocre; valeu o copo que era como as regras mandam.


Gata


Tempo de actividades piscatórias. Descemos até à EX-205 e uns km à frente cortámos para a barragem de Borbollón. Uma barragem magra, de águas muito limpas e frias que os rios Arrago e Tralgas trazem das serras circundantes.


No paredão do Embalse de Borbollón


Santibáñez el Alto visto do Embalse de Borbollón


O ponto de paragem seguinte foi a Carrascosa. Dia de competição de pesca ao achigã. Com as águas muito em baixo e o peixe em plena desova. Parámos junto à velha ponte romana e em Garrovillas. A hora ia adiantada e já nem sequer armei a cana de pesca.


Pescador na Carrascosa, do lado oposto ao Miraltajo


A Carrascosa vista de Garrovillas
(pormenor das viaturas e atrelados)






A Carrascosa vista de Garrovillas


Após a travessia da ponte romana de Alcántara saímos pelo Erges, em Segura.


Ponte romana de Alcántara


Espero, na próxima incursão ao país vizinho, ter oportunidade para capturar alguns dos famigerados animaizinhos de barbatanas que por ali nadam.

Hasta la vista.

Fotos: O Pescador

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Quotes # 23

If you don't live it, it won't come out of your horn.
Charlie Parker

E esta?

E agora?

Quem é que se atreve a dizer que pescar não é um acto político, quem é?


Barco de pescador na barragem de Fratel.

Foto: O Pescador

Domingo, 23 de Março de 2008

A nossa Escola

Sobre Educação

Tornou-se difícil escrever sobre Educação. O que se tem dito e escrito nestes últimos tempos ultrapassou os limites do senso, do bom-senso e até do mau, se é que existe.

As motivações são das mais diversas: em defesa da Escola Pública e da qualidade de ensino; em defesa dos direitos de uma classe profissional ou contra os seus privilégios (?); para marcar uma posição contra ou a favor do Governo; para justificar benesses de que usufruem ou ambicionam vir a usufruir; subserviência, pura e simples.

Muitas pessoas alheias ao nosso contexto educativo, condicionadas por um alinhamento ou desalinhamento político, expressando opiniões descabidas e utilizando a Educação como pretexto para a prática de política barata.

Falam de Educação sem saberem do que falam, pois alguns dos seus discursos revelam que nunca a conheceram nem dela ouviram falar. Gente importante, até!

Sinal de que o barómetro educativo entrou numa red zone.

Acrescentar alguma coisa de novo não é fácil. Mas agora que muita poeira assentou, também o Pescador quer dizer algo de sua justiça acerca de 2 ou 3 tópicos mais controversos, tenha ou não sido dito e escrito. Assim que, aí vai.


Aprendizagem e disciplina

Imagine que vai ao barbeiro. Suponha que ele dispõe de 90 minutos para lhe cortar a barba e o cabelo. Concebe que ele esteja 50 minutos a convencê-lo para se sentar na cadeira? E se for ao restaurante? Põe-se a andar por cima das mesas e a empilhar cadeiras, até que o empregado o convença a sentar-se? E depois de se sentar diz-lhe “Engraxe-me os sapatos; olhe, e já que aqui estou aproveito e faço também a mudança de óleo na viatura”?

Alguns (!) dos nossos alunos entram numa sala de aula e parecem não saber para onde vão. Os seus comportamentos, por mais díspares que sejam, apresentam no entanto um traço comum: não querem aprender nem sujeitar-se às suas regras de funcionamento. Condicionam só por si o trabalho com os restantes alunos.

Ao iniciar o ano lectivo nestas turmas tenho muitas dificuldades em criar um clima propício às actividades de ensinar e aprender. Penso que não deveria ser assim. Não digo que sou, ou que quero ser, um mero transmissor de conhecimentos. Digo que qualquer professor deveria entrar numa turma e ter as condições mínimas necessárias para exercer a sua profissão. Como qualquer funcionário de uma repartição de finanças, como um operário de uma linha de produção, como um médico ou como um trabalhador da construção civil.

Todos temos uma quota-parte de responsabilidade em fazer aceitar aos nossos alunos um nível de disciplina que permita um harmonioso decorrer das actividades lectivas. O Ministério da Educação, através da política educativa que deverá conter orientações e propor a aplicação de medidas nesse sentido, expressando um forte alerta às famílias e um forte incentivo aos órgãos de gestão das escolas. Os órgãos de gestão das escolas em implementar de forma consistente essas medidas. Os professores, dirimindo pequenos conflitos susceptíveis de serem aceites no contexto das turmas.

Curiosamente toda, ou quase toda, esta responsabilidade cai sob a alçada do professor no exercício da sua actividade docente. Quão grande e forte é o professor. Quando a sua intervenção, colocado como está na base da pirâmide, deveria ser mínima e fácil.

Interrogo-me, com todos os nossos jovens que evidenciam comportamentos disfuncionais (o actual sistema não proporciona vias alternativas de inclusão), e com os nossos jovens portadores de graves dificuldades de aprendizagem que a breve trecho serão incluídos no ensino “regular” (prevê-se a extinção da actual via alternativa de inclusão), como irão ser as turmas do futuro?

Há problemas nas escolas que não podem ser resolvidos com computadores!


O dever de aprender

A função essencial do professor é ensinar; a do aluno é aprender. Mas aprender dá trabalho. Custa. E o estudante tem o dever de aprender e de desenvolver esforço nesse sentido.

Mas, deixem-me expressar assim, porque será que actualmente os professores têm o dever de ensinar Língua Portuguesa, matemática, física e outras disciplinas, para o aluno aprender sem esforço, agarrado ao seu telemóvel e com os auscultadores do leitor de MP3 nos ouvidos?

Estou farto, mas mesmo muito farto de ouvir que sou responsável por os meus alunos não adquirirem mais competências no tempo que passam comigo. E porque raio é que só ouço falar de ter de me esforçar mais para ensinar melhor e nunca ouço falar do dever de aprender por parte dos meus caros e estimados alunos?


Avaliação dos professores

O modelo de avaliação está de patas para o ar. No sentido literal da expressão. Esta é a minha opinião.

Atente-se no modelo belga, sucintamente descrito numa reportagem televisiva há bem pouco tempo: são analisados os resultados de um estabelecimento de ensino; se existirem evidências de resultados que não estejam em conformidade com os medianamente aceitáveis a análise vai incidir sobre cada uma das disciplinas, visando apurar a origem das discrepâncias detectadas; a partir daí, e for caso disso, analisam-se os resultados dos professores, em particular, tentando averiguar sobre as causas dos factos e agindo de forma correctiva.

Numa auditoria contabilística, fiscal, ou qualquer outra, adoptamos idênticos procedimentos. Por exemplo, seleccionamos um número de facturas emitidas por uma empresa (amostra definida e recolhida com base em critérios científicos); se nenhuma delas apresentar vícios de forma e conteúdo podemos até analisar uma outra pequena amostra para certificarmos a validade dos resultados obtidos; apenas se encontrarmos irregularidades avançamos, alargando o âmbito do nosso trabalho para ajuizar da extensão e gravidade dos erros cometidos.

São as boas práticas que o determinam!

O modelo de avaliação proposto (ou imposto) assenta numa análise exaustiva do trabalho de cada professor: participação na vida escolar, prática lectiva (nas vertentes de planificação e execução), formação, e um sem fim de parâmetros mais, destacando-se o facto de a bons ou maus resultados obtidos com as turmas corresponderem mais ou menos pontos favoráveis ao professor.

Ser avaliado pelo chefe, pelo subchefe, não esquecendo a auto-avaliação, …

Complicado! Complicado! … Burocratização? Morosidade? Desperdício de recursos? Boas práticas? …


Política educativa

Como têm falado tanto mal de mim nestes últimos tempos, faço finca-pé em não dizer o que de positivo resultou da actuação da Ministra da Educação em funções. Prefiro dizer o que não acho bem.

Primeiro, por detrás de muitas das medidas de política educativa tomadas estão condicionantes de natureza orçamental. Para bom entendedor …

Segundo. E o que a meu ver é muitíssimo grave! O nosso Ministério da Educação não está a conseguir implementar as suas políticas educativas! Conduzindo a realidades muito diferentes nas escolas do nosso país.

Temos escolas onde o actual estatuto do aluno está em vigor e outras onde não está. Temos escolas que tentam implementar o sistema de avaliação de professores e outras que não; temos escolas que, através dos seus órgãos de gestão, o rejeitam de uma forma activa, sob a figura da suspensão de actividades relacionadas com a avaliação de desempenho ou através da solicitação dessa mesma suspensão. Traduzindo uma situação de flagrante ruptura entre o Ministério da Educação, como responsável máximo da política educativa, e os professores nas escolas, como responsáveis pela implementação e execução das medidas dessa política educativa.

É grave Portugal meu, é mesmo muito grave. A nossa Escola Pública …


O futuro

A formação é a arma com que os nossos jovens irão enfrentar o futuro.

Em Portugal o emprego do futuro será dado pelas empresas do futuro. Empresas com características diferentes da maioria das nossas tradicionais PMEs de capital e gestão familiar. Empresas “magras”, com estruturas flexíveis que lhes permitam uma fácil adaptação às constantes modificações dos mercados; que lhes permitam a sobrevivência num mercado global.

Lenta e gradualmente estas empresas estão a renovar o nosso tecido empresarial.

Empregam mão-de-obra qualificada e polivalente. Conhecimento, adaptabilidade e responsabilidade, são característicos dos seus colaboradores; formação académica conjugada com formação moral e social.

As nossas salas de aula deverão transmitir estes saberes e valores aos nossos alunos. A Escola não pode ser fácil se queremos caminhar o percurso do futuro. A formação em quantidade não deverá sobrepor-se à formação em qualidade.

A política educativa tem de caminhar neste sentido. Tem também de promover a imagem da Escola e dos professores junto das famílias e da sociedade em geral. Restituir-lhes o respeito e a importância que lhes são devidos, e que hoje se encontram muito pálidos.

Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Procissão

Foi dia de procissão em Cebolais de Cima.

Não me recordo da data (provavelmente nos primeiros anos da década de 80) nem da festividade.

Ficam aqui as imagens de alguns dos nossos conterrâneos.











Fotos: O Pescador

Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Quotes # 22

To me there is no past or future in art. If a work of art cannot live always in the present, it must not be considered at all.
Picasso

Domingo, 16 de Março de 2008

Uma foto, uma música # 3

Tommy Flanagan (1930-2001) é um dos meus pianistas preferidos.

Nasceu na cidade de Detroit e fez parte de uma geração de músicos locais que incluía os também pianistas Barry Harris e Roland Hanna, Kenny Burrell, Milt Jackson e os irmãos Jones.

Manteve uma longa parceria com Ella Fitzgerald e esteve presente em algumas gravações históricas; como sideman de Coltrane em Giant Steps e de Sonny Rollins em Saxophone Colossus.

Possuidor de uma linguagem bop renovada, com um fraseado elegante e imprevisível, este jazz poet enquadra-se mesmo nos gostos musicais aqui do Pescador.

Optei por deixar na caldeirada o tema Yesterdays, de Jerome Kern, em quarteto. Acompanham Flanagan: Kenny Burrell, George Mraz e Lewis Nash.


Yesterdays
(Out of service!)




Foto de Tommy Flanagan por John Abbott

Sábado, 15 de Março de 2008

Tejo # 3

Pescar no rio Tejo.

As minhas preferências quanto a locais de pesca situam-se imediatamente a jusante das albufeiras do Fratel e do Cedillo. Porque as águas são mais frias, oxigenadas e limpas, devido às descargas. Creio ser fundamental a existência de uma ligeira corrente para o bom sucesso do pescador; cria sem dúvida uma conjuntura piscatória mais favorável. Pode aqui pescar os ciprinídeos de eleição: bogas, barbos e carpas.

Muna-se de 2 tipos de canas de pesca – francesa e bolonhesa – e opte pelo que melhor se adaptar às circunstâncias. Não se esqueça do engodo e utilize asticot como isco.

Inconvenientes: O acesso à saída das turbinas da barragem de Fratel é penoso. Esteja preparado para palmilhar umas largas centenas de metros e nem pense em levar o seu panier; a não ser que no seu equipamento de pesca esteja incluído um jerico. O acesso para a barragem de Cedillo é mais fácil. Terá de entrar por Montalvão, mas também terá de percorrer uns metros para se instalar convenientemente na margem.

É uma pena que o caminho que liga Salavessa a Vila Velha de Ródão, ao longo do rio, esteja em tão mau estado e não proporcione pesqueiros com as condições mínimas.




O Tejo, a jusante das albufeiras de Fratel e Cedillo.

Quanto a locais com fácil acesso, e onde pode montar todo o seu mobiliário, refiro: a foz da ribeira do Açafal e junto à Sr.ª da Alagada, em Vila Velha de Ródão; imediatamente a montante da barragem de Fratel, junto ao pequeno cais que aí se encontra; pelo Arneiro pode aceder às margens mesmo em frente à estação de Fratel e a jusante do pego das Portas de Ródão.




A foz do Açafal e as Portas de Ródão.

Por estes locais serem pouco pescados e por o peixe não possuir hábitos de resposta à engodagem, coloco as minhas reservas na aposta de um dia de pesca por estas bandas. Sabemos porém que nesta arte não há certezas.


As Portas de Ródão vistas do Cabecinho.

Para pescar achigãs, luciopercas e barbos, a barragem de Cedillo com os 2 afluentes do Tejo, o Sever e o Ponsul, revela-se magnífica. O barco é obrigatório; é impraticável caminhar pelas margens. Convém conhecer a legislação que regulamenta a navegação no Tejo Internacional.

Boas pescarias.

Terça-feira, 11 de Março de 2008

Lisboa # 7

Parque de Palmela - 1983, por ocasião do Estoril Jazz.


Foto:O Pescador

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Quotes # 21

It's not about this generation or that. The issue in art is regeneration.
Duke Ellington

Terça-feira, 4 de Março de 2008

Quotes # 20

Let your life be your music and let your music be your life.
Kevin Eubanks

Domingo, 2 de Março de 2008

Playlist - Março

Neste mês de Março o gira-discos toca:

Maiden voyage, pelo trio do pianista John Campbell.

Shenandoah, por Bill Frisell.

Andy Bey canta Never let me go.

O clássico Stolen moments por Oliver Nelson.

Tejo # 2

O que aconteceu ao Tejo?

Primeiro foram as barragens. O controlo dos caudais em longos períodos do ano não permite a renovação adequada das águas. Há alturas em que são acastanhadas, com cheiro pouco agradável; outras em que apresentam uma cor verde devido às microalgas originadas pelo excesso de nutrientes e pelas elevadas temperaturas, surgindo inclusivamente grandes mantos de florescências. Os transvazes na vizinha Espanha só agravam o problema. Em Vila Velha de Ródão muitos pescadores profissionais procuram outros locais de pesca para a captura de ciprinídeos limitando-se a sua actividade ao lagostim.




Florescências no rio Tejo
(Herrera de Alcántara e paredão da barragem de Cedillo)

Depois vieram as consequências em termos de espécies. Saudoso Tejo, em que o sável, a lampreia e a enguia subiam até estas nossas paragens. Quem se lembra dos cardumes de peixe-rei e dos bordalos? Hoje temos a perca-sol, o lagostim de água doce e o peixe-gato. A carpa, o barbo e a boga mantêm-se e o achigã e o recém-chegado lucioperca competem pela chicha. A opinião de profissionais e desportistas, ainda que empírica, é que a densidade piscícola do rio tem vindo a diminuir de forma considerável.

O abandono gradual de actividades agrícolas de subsistência levou à degradação de caminhos e veredas, e ao crescimento descontrolado de vegetação nas margens. É mesmo muito mas muito complicado arranjar um pesqueiro numa zona de pesca que o nosso sentido de água dê como favorável.




O rio Tejo
(Vila Velha de Ródão e junto à barragem de Fratel)

Se a todos estes factores associarmos a “mobília” que constitui o equipamento do pescador desportivo de competição e a fraca qualidade dos acessos para veículos às margens percebemos porque o Tejo está fora dos planos da generalidade destes pescadores.

A contrastar vejam-se os pesqueiros no mesmo rio Tejo em Herrera de Alcántara. Um exemplo a seguir pelos nossos autarcas!




Pesqueiros no rio Tejo
(Herrera de Alcántara)

Fotos: O Pescador

Sábado, 1 de Março de 2008

Tejo # 1

Já poucos procuram o Tejo.

Decidi-me a escrever sobre locais para a prática da pesca desportiva na região de Castelo Branco. Aqui nesta minha cidade a pesca desportiva de competição é o desporto rei; em número de praticantes, claro!

Nos nossos arrabaldes o Tejo estende-se desde as terras do Rosmaninhal, onde vai desaguar o Erges, até à barragem de Fratel. Já pesquei ao longo de todo este percurso. E já lá vai o tempo.

No Rosmaninhal, em meados dos anos 80, fui um fora-da-lei ao pescar com tresmalho em ambas as margens do rio, a nossa e a do país vizinho, no rio Erges e no rio Salor.

Mais para baixo, junto a Herrera de Alcántara, na ribeira Aurela e noutros braços de rio pesquei achigãs e barbos com amostra. Também junto à barragem de Cedillo, imediatamente a montante e jusante capturei belos ciprinídeos e achigãs. Os magníficos rios Ponsul e Sever, que aqui desaguam, são donos de uma riqueza piscícola imensa; neste último capturei o meu primeiro lúcio, junto aos moinhos brancos, e o meu primeiro lucioperca.

Bogas na Salavessa, barbos e carpas em Vila Velha de Ródão, no Tejo e na ribeira do Açafal, achigãs nas Portas de Ródão e na ribeira de Vilas Ruivas, gloriosas pescarias de carpas mesmo a montante da barragem de Fratel, e a jusante, à saída das turbinas, barbos, bogas e enguias.

São muitas recordações, aqui resumidas nestas linhas, sem o picaresco das tradicionais histórias de pescador.

Hoje, nos meus regulares passeios por estas bandas, vejo que o Tejo raramente é procurado pelos pescadores desportivos de ciprinídeos. Apenas encontro com frequência pescadores embarcados que perseguem os cada vez mais difíceis achigãs, mas em zonas muito específicas do rio.


A foz do Rio Sever


O Tejo visto da Salavessa


As Portas de Ródão


A jusante das Portas de Ródão

Fotografias do Rio Tejo pelo Pescador.