Neste Verão de temperaturas insuportáveis tem-me faltado a paciência para os pequenos combos. Ouvir um trio de saxofone, contrabaixo e bateria, durante cerca de 60 minutos (tempo médio de um CD), não obrigado!
Quero os sons como o tempo que eu gostaria que estivesse.
Daí que a minhas aquisições nestes últimos tempos assentem em formações para além do trio, quarteto, ou até do quinteto.
O ecletismo dos estilos musicais, o colorido dos arranjos e da diversidade instrumental, imprimem uma constante renovação no ambiente sonoro, aguçando-me a atenção e o ouvido num crescendo de gozo musical.
Refrescante!
Dois discos têm passado umas boas horas pelo meu leitor de CDs.
Quero os sons como o tempo que eu gostaria que estivesse.
Daí que a minhas aquisições nestes últimos tempos assentem em formações para além do trio, quarteto, ou até do quinteto.
O ecletismo dos estilos musicais, o colorido dos arranjos e da diversidade instrumental, imprimem uma constante renovação no ambiente sonoro, aguçando-me a atenção e o ouvido num crescendo de gozo musical.
Refrescante!
Dois discos têm passado umas boas horas pelo meu leitor de CDs.
Heavy Dreaming pelo duplo quarteto do trombonista Ryan Keberle, onde encontramos nomes como Frank Kimbrough, Matt Brewer e Marcus Rojas. O resultado de um quarteto tradicional de trombone adicionado de um quarteto de metais, com um 2º trombone, uma trompete, um corne francês e uma tuba, é delicioso.
Keberly, que participou nos últimos trabalhos de Maria Schneider e Darcy James Argue, oferta-nos um jazz mainstream muito bem gravado, com bons arranjos e bons solos. O seu talento revela-se numa música algo complexa, com traços de um academismo próprio da sua juventude, que se ouve com muita facilidade e agrado. O repertório consta essencialmente de composições do próprio, intersectadas por Ellington, Gershwin e Lennon/McCartney.
Nineteen Plus One, que resultou da colaboração de Kenny Wheeler com a Colours Jazz Orchestra.
Wheeler relê 7 standards de uma forma ao mesmo tempo tradicional e actual, movendo-se para além dos territórios do cliché.
Wheeler relê 7 standards de uma forma ao mesmo tempo tradicional e actual, movendo-se para além dos territórios do cliché.
Sob o signo do swing, os sons tecidos pelo ensemble alternam da fluidez e do lirismo para as densidades dramáticas dos grandes finais.
Diana Torto diz as suas palavras de uma maneira muito própria. Improvisando, a sua voz sulca as texturas de sons como um instrumento de sopro que acresce ao colectivo.
19 + 1 = 20. E porque não? Ao sabor da corrente do eduquês, dou mais depressa 20 valores a este disco que 10 a alguns dos meus alunos.
Hoje adiciono ao tacho da Caldeirada uma posta de Wheeler. O peixe Keberle ficará para uma próxima playlist.
Diana Torto diz as suas palavras de uma maneira muito própria. Improvisando, a sua voz sulca as texturas de sons como um instrumento de sopro que acresce ao colectivo.
19 + 1 = 20. E porque não? Ao sabor da corrente do eduquês, dou mais depressa 20 valores a este disco que 10 a alguns dos meus alunos.
Hoje adiciono ao tacho da Caldeirada uma posta de Wheeler. O peixe Keberle ficará para uma próxima playlist.
I Should Care
(Axel Stordahl, Paul Weston & Sammy Cahn)
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