Estamos rodeados pelo nevoeiro matinal do Vale do Lucriz.
O meio-dia traz-nos uma Primavera temporã e o ar enche-se do canto do trigueirão que, instalado nos cruitos, clama por companheira.
Na Senhora da Graça há muito que o tempo parou.
As portas e as janelas ainda fechadas escondem a desolação do que foram casas.
A capela perdeu os fiéis.
E a natureza quer tomar mão do que o homem lhe retirou e moldou à sua maneira.
Fiéis continuam os nossos amigos de penas que fazem na Ribeira do Lucriz os seus banhos termais.
Enquanto o chamariz ainda toma as águas…
…Já outros clientes secam os abrigos.
Hoje, ora sombria ora soalheira, a Ribeira do Lucriz segue o seu curso, enquanto o tempo continua parado na Senhora da Graça.













6 comentários:
Adoro!!!!!!!!!!!!!!!!
Estas ficam para mais tarde.
Não me canso de andar por lá, na quietude do espaço e do tempo, a fotografar os nossos amigos de penas.
Um aperto no coração
Maria Teresa Goulão
Todos nós, que corríamos e saltávamos por lá, sentimos o mesmo.
Gostei.
Um abraço.
José Manuel Oliveira
Ah... Hoje já te identificaste.
Um abraço ceboleiro! :-)
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