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7 de fevereiro de 2020

Kirk Douglas

"And maybe there's no peace in this world, for us or for anyone else, I don't know.
But I do know that, as long as we live, we must remain true to ourselves."



Spartacus (1960), Stanley Kubrick





Issur Danielovitch (1916-2020)
Actor, producer, director, philanthropist and writer



Foto: Dr. Macro

3 de fevereiro de 2020

James Edward Heath

Jimmy Heath (1926–2020)
Jazz saxophonist, composer, arranger and big band leader



Fotografia de Jimmy Heath, a.k.a. Little Bird, por Joe Martinez

31 de janeiro de 2018

Partiram...

Benjamin Alexander Riley Jr. (1933 – 2017)
Jazz drummer



Fotografia de Ben Riley por Dennis C. Owsley





Hugh Ramapolo Masekela (1938 – 2018)
Jazz trumpeter, flugelhornist, cornetist, composer and singer



Fotografia de Hugh Masekela por Bra Hugh





John Carl Hendricks (1921 – 2017)
Jazz lyricist and singer



Fotografia de Jon Hendricks @ atlaandmatt.com





Roswell Hopkins Rudd Jr. (1921 – 2017)
Jazz trombonist and composer



Fotografia de Roswell Rudd @ twitter.com




James Marcellus Arthur Murray (1936 – 2017)
Jazz drummer



Fotografia de Sunny Murray por Frans Schellekens

13 de novembro de 2017

Richard Lewis Abrams

Muhal Richard Abrams (1930–2017)
Jazz pianist, composer and educator



Fotografia de Muhal Richard Abrams por Molly Sheridan

17 de setembro de 2017

HDS

"I... I used to make long speeches to you after you left. I used to talk to you all the time, even though I was alone. I walked around for months talking to you. Now I don't know what to say. It was easier when I just imagined you. I even imagined you talking back to me. We'd have long conversations, the two of us. It was almost like you were there. I could hear you, I could see you, smell you. I could hear your voice. Sometimes your voice would wake me up. It would wake me up in the middle of the night, just like you were in the room with me. Then... it slowly faded. I couldn't picture you anymore. I tried to talk out loud to you like I used to, but there was nothing there. I couldn't hear you. Then... I just gave it up. Everything stopped. You just... disappeared. And now I'm working here. I hear your voice all the time. Every man has your voice."



Paris, Texas (1984), Wim Wenders





Harry Dean Stanton (1926-2017)
Actor, musician, and singer



Harry Dean Stanton photographed by Stefania Rosini

4 de setembro de 2017

Deixaram-nos há pouco...

Joseph Levitch (1926 – 2017)
Comedian, actor, singer, producer, director, screenwriter



Fotografia de Jerry Lewis por Van Wezel





John Laird Abercrombie (1944 – 2017)
Jazz guitarist, composer



Fotografia de John Abercrombie por John Todds

1 de agosto de 2017

Sam Shepard

"Just try to believe that the best part of a good man stays.
It stays forever."




Ithaca (2015), Meg Ryan





Samuel Shepard Rogers III (1943-2017)
Playwright, actor, author, screenwriter, and director



Sam Shepard photo @ latimes.com

12 de julho de 2017

Geri Allen

Geri Allen (1957 – 2017)
Jazz pianist, composer and educator



Fotografia de Geri Allen por Rob Davidson

21 de abril de 2017

Arthur Murray Blythe

Arthur Blythe (1940 – 2017)
Jazz alto saxophonist and composer



Fotografia de Arthur Blythe @ srf.ch

27 de março de 2017

Partiu...

Misha Mengelberg (1935 – 2017)
Jazz pianist, composer and bandleader



Fotografia de Misha Mengelberg por Ken Weiss





Instant Composers Pool



Fotografia da Instant Composers Pool @ communique.uccs.edu

1 de março de 2017

Vamo-los perdendo...

Lorenz Albert Van DeLinder III (1943 – 2017)
Jazz guitarist



Fotografia de Larry Coryell @ jwpjazz.com





Horace Lumont Parlan (1931 – 2017)
Jazz pianist



Fotografia de Horace Parlan @ sundance.dk

15 de fevereiro de 2017

Alwin Lopez Jarreau

Alwin Lopez Jarreau (1940 – 2017)
Singer



Al Jarreau photographed by Jacques Lowe

12 de fevereiro de 2017

Nathan Irving Hentoff

Nathan Irving Hentoff (1925 – 2017)
Historian, novelist, jazz and country music critic



Fotografia de Hat Hentoff por Duncan Schiedt

30 de dezembro de 2016

Mother and daughter

Carrie Frances Fisher (October 21, 1956 – December 27, 2016)
Actress, writer, producer, and humorist



Carrie Fisher as Princess Leia
Photo: Star Wars





Mary Frances Reynolds aka Debbie Reynolds (April 1, 1932 – December 28, 2016)
Actress, singer, businesswoman, film historian, and humanitarian



(Still from the movie "How the West Was Won")
Foto: Dr. Macro




"This land has a name today, and is marked on maps.
But, the names and the marks and the maps all had to be won, won from nature and from primitive man."




How the West Was Won (1962) - John Ford, Henry Hathaway, George Marshall and Richard Thorpe

10 de dezembro de 2016

Foram partindo...

Bobby Hutcherson (1941 – 2016)
Jazz vibraphone and marimba player, composer



Artwork: Diane Russell





Jean-Baptiste Frédéric Isidor Thielemans (1922 – 2016)
Jazz harmonic and guitar player, composer



Toots Thielemans photographed by Jos L. Knaepen





Mose John Allison Jr. (1927 – 2016)
Jazz and blues pianist, singer, and songwriter



Mose Allison photographed by Michael Wilson





Rudolph Van Gelder (1924 – 2016)
Recording engineer who specialized in jazz



Rudy Van Gelder photographed by Francis Wolf





Leonard Norman Cohen (1934 – 2016)
Singer, songwriter, musician, poet, novelist, and painter



Photo: leonardcohen.com





Andrzej Witold Wajda (1926 – 2016)
Film director, producer, screenwriter, and theatre director



(During a rehearsal of "Klątwa" - "The Curse", Stary Teatr Krakow - 1997)
Andrzej Wajda photographed by Wojciech Plewiński




"Is this interview going to hurt me or help me?"
"That depends entirely on what you say."




Walesa. Czlowiek z nadziei (2013), Andrzej Wajda

11 de junho de 2016

Mais um que nos deixou...

The Rumble in the Jungle
Muhammad Ali, aka Cassius Clay, vs George Foreman
Zaire - October 30, 1974



Cassius Marcellus Clay Jr. (1942 – 2016)
Olympic and professional boxer and activist



Fotografia de Muhammad Ali & George Foreman por Ed Kolenovsky / Associated Press

22 de abril de 2016

Prince

Prince Rogers Nelson (1958 – 2016)
Singer, songwriter, and more...



Fotografia de Prince: NPG Records

18 de abril de 2016

Gato Barbieri

Leandro José Barbieri (1932 – 2016)
Jazz tenor saxophonist and composer



Fotografia de Gato Barbieri por Giuseppe Pino

17 de março de 2016

Como o tempo passa...

Johann Nikolaus Graf de la Fontaine und d’Harnoncourt-Unverzagt (1929 – 2016)
Conductor and cellist



Fotografia de Nikolaus Harnoncourt por Werner Kmetitsch






Ernestine Anderson (1928 – 2016)
Jazz and blues singer



Fotografia de Ernestine Anderson por Jill Sagers-Wijangco





Francis Wayne Emmanuel Sinatra (1944 – 2016)
Singer, songwriter and conductor



Fotografia de Frank Sinatra Jr. por Manny Hernandez

21 de fevereiro de 2016

Ecco! Eco

Umberto Eco (1932 - 2016)
Escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo



Fotografia de Umberto Eco por Sarah Lee






O pêndulo de Foucault


...

«Trinta e seis cavaleiros para cada um dos seis postos, faz 216, cuja soma interna dá 9. E como os séculos são 6, multipliquemos 216 por 6 e temos 1296, cuja soma interna dá 18, ou seja, três vezes seis, 666.» Diotallevi teria talvez procedido à nova fundamentação aritmológica da história universal se Belbo não o detivesse com um olhar severo, como fazem as mães quando a criança comete uma gaffe. Mas o coronel estava a reconhecer em Diotallevi um iluminado.
«É esplêndido o que me está a mostrar, doutor! Sabe que nove é o número dos primeiros cavaleiros que constituíram o núcleo do templo em Jerusalém?!»
«O Grande Nome de Deus, como é expresso pelo tetragrammaton,» disse Diotallevi, «é de setenta e duas letras, e sete mais dois dá nove. Mas ainda lhe digo mais, se me permitir. Segundo a tradição pitagórica, que a Cabala retoma (ou inspira), a soma dos números ímpares de um a sete dá dezasseis, e a soma dos números pares de dois a oito dá vinte, e vinte mais dezasseis dá trinta e seis.»
«Meu Deus, doutor», fremia o coronel, «eu bem sabia, eu bem sabia. O senhor conforta-me. Estou perto da verdade.»
Eu não percebia até que ponto Diotallevi fazia da aritmética uma religião ou da religião uma aritmética, e provavelmente eram verdadeiras ambas as coisas, e eu tinha à minha frente um ateu que gozava do arrebatamento em qualquer céu superior. Podia tornar-se um devoto da roleta (e teria sido melhor), e tinha-se pretendido um rabino descrente.
Agora não me lembro exactamente do que aconteceu, mas Belbo interveio com o seu bom senso padano e desfez o encanto. Restavam ao coronel poucas linhas para interpretar e todos queríamos saber. E eram já seis horas da tarde. Seis, pensei, que são também dezoito.
«Está bem», disse Belbo. «Trinta e seis por século, os cavaleiros passo a passo preparam-se para descobrir a Pedra. Mas que Pedra é esta?»
«Ora! Trata-se naturalmente do Graal.»

...

«Claro que sim. Mas passemos aos números mágicos de que gostam tanto os teus autores. Um és tu que não és dois, um é o teu coisinho aí, uma é a minha coisinha aqui e um são o nariz e o coração, e assim vê bem quantas coisas importantes são um. E dois são os olhos, as orelhas, as narinas, os meus seios e as tuas bolas, as pernas, os braços e as nádegas. Três é o mais mágico deles todos porque o nosso corpo não o conhece, não temos nada que seja três coisas, e devia ser um número misteriosíssimo que atribuímos a Deus, seja onde for que vivamos. Mas se pensares bem, eu tenho só uma coisinha e tu tens só um coisinho – está calado e não te armes em engraçado – e se pusermos estas duas coisinhas juntas sai um novo coisinho e tornamo-nos três. Mas então é preciso um professor universitário para descobrir que todos os povos têm estruturas ternárias, trindades e coisas do género? Mas as religiões não as faziam com o computador, era tudo gente de bem, que … como deve ser, e todas as estruturas trinitárias não são nenhum mistério, são a narração do que fazes tu, do que faziam eles. Mas dois braços e duas pernas fazem quatro, e eis que quatro é na mesma um belo número, especialmente se pensares que os animais têm quatro patas e andam a quatro as crianças pequenas, como sabia a Esfinge. Cinco nem vale a pena falar, são os dedos da mão, e com as duas mãos tens o outro número sagrado que é dez, e têm de ser por força dez até os mandamentos, senão se fossem doze quando o padre diz um, dois, três e mostra os dedos, chegado aos dois últimos tinha de ir buscar a mão do sacristão. Agora pega no corpo e conta todas as coisas que saem do tronco, com braços, pernas, cabeça e pénis são seis, mas para a mulher são sete, por isso acho que entre os teus autores o seis nunca foi tomado a sério senão como o dobro de três, porque só funciona para os machos, que não têm nenhum sete, e quando mandam eles preferem vê-lo como número sagrado, esquecendo-se de que também as minhas mamas saem para fora, mas paciência. Oito – meu Deus, não temos nenhum oito… não, espera, se os braços e as pernas não contarem por um, mas sim por dois, por causa do cotovelo e do joelho, temos oito grandes ossos longos que se prolongam para fora do corpo e pega nestes oito mais o tronco e tens nove, que depois se puseres a cabeça faz dez. Mas sempre andando à volta do corpo obténs todos os números que quiseres, pensa nos buracos?»
«Buracos?»
«Sim, quantos buracos tem o teu corpo?»
«Bem», contei. «Olhos narinas orelhas boca e cu, faz oito».
«Estás a ver? Outra razão porque o oito é um belo número. Mas eu tenho nove! E com o nono faço-te vir ao mundo, e é por isso que nove é mais divino que oito!»

...







Fotografia do Pêndulo de Foucault por Vittorio Sciosia