Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Pesca na Talagueira

Hoje, Domingo, teve lugar na barragem da Talagueira, o carpódromo municipal, mais um convívio piscatório organizado pela A. D. Albipesca.

Neste dia de sol e algum frio as carpas compareceram com alguma timidez e a presença dos gatos pouco se fez sentir. Ainda assim Aniceto Pascoal capturou 9,460 Kg de pescado, o que lhe valeu o 1º lugar.

A pesca


As pescarias




A pesagem








O maior exemplar (2,140 Kg)


A tabela classificativa


Fotos: O Pescador

Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Professores em alta

Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF).

Os professores merecem a confiança de 42 % dos portugueses, muito acima dos 24 % que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 % que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 % que acreditam nos líderes religiosos.

Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas 7% a dizerem que confiam nesta classe.
In O Público

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Um para a ilha deserta

10 Cds para uma ilha deserta?

Kind of blue, the Köln concert; a love supreme ou my favourite things, ou os dois, sim! Acho que muitos estamos de acordo. Depende dos gostos.

Por mim, incluía no rol a Srª Lotte Lenya interpretando a música do seu 2 vezes marido Kurt Weil. O CD chama-se Berlin & American Theater Songs.


Inclui clássicos como September song, speak low, lost in the stars, Mack the Knife, Alabama song, e outros. A interpretação, a música e as letras, são todas deliciosas.

Os restantes, para perfazer os 10, não sei nem vou pensar nisso.

Uma amostra: sing me not a ballad, do musical The Firebrand of Florence, 1944.



Sing me not a ballad
(Lyrics by Ira Gershwin)

I am not like Circe
Who showed men no mercy
Men are most important in my life
Venus, Cleo, Psyche
Are melodies in my key
They know how to live the high life
Gallantry – I find archaic
Poetry – I find prosaic
Give me the man who’s strong and silent
Inarticulate
But violent

Sing me not a ballad
Send me not a sonnet
I require no ballad
Rhyme and time are wasted on it
Save your books and flowers
They’re not necessaries
Oh the precious hours
Lost in grim preliminaries
Deck me not in jewels
Sigh me not your sighs
Duel me no duels
And please don’t vocalize
Romance me no romances
Treasure not my glove
Spare me your advances
Just, oh just make love
Spare me your advances
Just, oh just make love

Save your books and flowers, etc.


Ouça aqui
(Out of service!)

Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Lisboa # 4


Lisboa, Campo Pequeno, 1980

Foto: O Pescador

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Quotes # 16

Making the simple complicated is commonplace; making the complicated simple, awesomely simple, that's creativity.
Charles Mingus

Vamos a contas

O mês de Janeiro pode revelar-se desastroso para a bolsa dos jazzófilos.

Abrimos uma revista, acedemos a 1 site, e: chocs de l’année, albums of the year, contributor picks, top-vote getters, best CDs of 2007, 2007 critics’ top ten, critics picks, top 50 picks, émois 2007, e sabe lá o Pescador que mais.

A adquirir metade dos CDs referenciados não há orçamento que resista.

Mas meio de tanta selecção, e de tantas eruditas reviews, existe um consenso generalizado em torno de 2 discos:

Maria Schneider Orchestra – Sky blue
Michael Brecker – Pilgrimage


Delicio-me amiúde com a audição de sky blue. Pilgrimage, ainda não conheço. Vamos então a contas para este CD:

FNAC - € 19,50 mais alguns euros de portes.
Amazon.fr (em campanha de prix reduit)- € 6,99 mais € 7,82 de portes.
Amazon.com - € 14,62 com portes incluídos (dólar / euro !!!).

E então? Como diria uma ilustre personagem do nosso panorama político, "é, é, é, é só fazer as contas".

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Licenças de pesca

À tarde fui tratar da licença de pesca desportiva nacional para este ano de 2008. Custou-me 7,69 euros.

Uma licença de pesca profissional individual custa 2,30 euros e uma colectiva custa 4,09 euros (a licença 2,99, o imposto de selo 0,60 e o impresso 0,50).

Mas que história da carochinha vem a ser esta?

Arrisco a dizer que mais de 95% dos pescadores profissionais em águas interiores são pescadores por desporto; não fazem da pesca uma profissão. Contribuem com as suas redes de pesca para um despovoamento progressivo das nossas albufeiras, consumindo recursos públicos.

Pagam impostos? Duvido muito. A maioria deve entregar as suas declarações de rendimentos provenientes desta actividade a zeros. Sr. Ministro, Sr. Ministro, venha aqui arrecadar algum!

E a fiscalização desta actividade - períodos de defeso, tamanho das capturas, malha das redes, comprimento das redes relativamente à largura do rio, ...? Possivelmente os serviços competentes não possuem recursos para tal.

Acontece que em 1943 era bem maior a preocupação dos serviços que actualmente. Veja-se uma licença de pesca deste ano. Atente-se no seu teor.


E custava 30 escudos, acrescidos de um selo fiscal de 3 escudos! E o valor das multas? Em 1943!!!

Urge regulamentar.

Ocreza ... sempre !

Hoje de manhã fui apanhar ar ao Rio Ocreza. Mais uma vez.
Entrei pela ponte do Vale da Mua.




A corta-mato, com o pequeno Clio, trepei até à estrada que liga o IC8 à Foz do Cobrão.




Daí fui pelo Vale Mourão, Chão das Servas, Bugios, ..., até Castelo Branco.





Fotos: O Pescador

Os abutres planavam sobre as escarpas do Vale Mourão. Estiveram ao nível do carro do Pescador. Passavam a 15 ou 20 metros do Clio. Espectáculo !
Pena que a minha pouca habilidade e o equipamento fotográfico de meia-tigela não permitissem captar imagens com um mínimo de qualidade. Talvez para a próxima.

Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Lisboa # 3

Autumn leaves ...


Lisboa, Campo Pequeno, 1980

Foto: O Pescador

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Playlist - Janeiro

Este mês tocam no gira-discos:

Fred Astaire - Steppin' out with my baby
Peggy Lee - I've got you under my skin
Anita O'Day - I could write a book
Cole Porter - You're the top
Annie Ross - Twisted
Nancy Wilson - On green dolphin street
Fred Astaire - Funny face

I could write a book
Music: Richard Rodgers
Lyrics: Lorenz Hart
If they asked me, I could write a book
about the way you walk and whisper and look
I could write a preface on how we met
so the world would never forget

And the simple secret of the plot
is just to tell them that I love you a lot
Then the world discovers as my book ends
how to make two lovers a friend

Funny face
Music: George Gershwin
Lyrics: Ira Gershwin
Frankly, dear, your modesty reveals to me
Self-appraisal often makes us sad
And if I add your funny face appeals to me
Please don't think I've suddenly gone mad
You have all the qualities of Peter Pan
I'd go far before I'd find a sweeter Pan

I love your funny face
Your sunny, funny face
For you're a cutie
With more than beauty
You've got a lot of
per-son-a-li-ty for me

You fill the air with smiles
For miles and miles and miles
Though you're no Mona Lisa
For worlds I'd not replace
Your sunny, funny face

I love your funny face
Your sunny, funny face
You're not exotic
But so hypnotic
You're much too much
If you can cook the way you look

I'd swim the ocean wide
Just to have you by my side
Though you're no Queen of Sheba
For worlds I'd not replaceYour sunny, funny face

Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Quotes # 15

One thing I like about jazz, kid, is that I don't know what's going to happen next. Do you?
Bix Beiderbecke

Domingo, 6 de Janeiro de 2008

Mesmo aqui ao lado

El Tormes se lava la cara

La Confederación Hidrográfica del Duero ha efectuado obras de limpieza y mejora del ecosistema acuático del río Tormes a su paso por las localidades salmantinas de Villagonzalo y Encinas de Abajo, haciendo así caso a la petición formal emitida anteriormente desde la Asociación Pro-Hucho.

Estos trabajos han propiciado la recuperación de brazos del río que estaban completamente obstruidos, eliminándose arrastres y vegetación muerta que perjudicaban sus orillas. Una apertura de corrientes que producirá, con su oxigenación y depuración natural, la creación de microhábitats idóneos para las especies presentes. Por otro lado, la Asociación Pro-Hucho celebró entre los días 24 y 26 de octubre las VIII Jornadas Divulgativas sobre el río Tormes y la Pesca Deportiva, con el objetivo de dar a conocer los variados aspectos de los ecosistemas acuáticos.

http://www.trofeopesca.com/


Tão perto e tão diferentes...

Esta pequena notícia faz-me pensar num dos meus rios preferidos e nas transformações que nele ocorreram nos últimos anos: o rio Ocreza. Transformações pela negativa. Umas com origem nos homens, outras … sabe-se lá.

A fauna piscícola do rio Ocreza era essencialmente constituída por abletes, bordalos, bogas e barbos. A recuperação da barragem da Pracana fez com que nestas águas a carpa e o achigã viessem igualmente a ser espécies predominantes. Na perspectiva do Pescador o rio ficou a ganhar; o equilíbrio das espécies manteve-se, tanto mais que entre elas existe uma delimitação territorial mais ou menos definida: a população autóctone povoa todo o rio e a carpa e o achigã encontram-se mais concentrados nas águas da albufeira. Um paraíso de pesca. Hoje deparamos com 3 novas espécies: o alburno, a perca-sol e o peixe-gato (estas 2 últimas, predadoras). Pescar barbos, bogas e carpas, está cada vez mais difícil; nem o recurso a iscos de natureza vegetal evita as capturas destas espécies indesejadas.

A pesca ilegal também dá um contributo importante para esta situação. O achigã, que poderia equilibrar a população de percas e alburnos, é pescado todo o ano. A pesca profissional é praticada de um modo desenfreado, sem respeito pelas regras e sem fiscalização. Recordemos as situações de pobreza piscícola que tiveram lugar nas barragens de Idanha e da Marateca devido ao uso abusivo de redes. Pelos vistos a lição não ficou sabida.

E os cormorões que invadiram o rio e dão valentes tareias nos barbos e bogas juvenis que habitam os pegos menos profundos?

Adiante. Falemos das famosas praias fluviais. Das 3, Taberna Seca, Rodeios e Foz do Cobrão, apenas esta última possui condições para que o peixe possa subir na época da desova. A renovação da população piscícola em certas zonas do rio é assim fortemente condicionada. Nenhuma delas foi construída para dar vazão a detritos e sedimentos. Estão totalmente assoreadas. O rio não possui caudal para assegurar a renovação das águas e uma utilização sadia destas praias na época estival. A proliferação de cianobactérias é um facto. Lembro-me de uma anedota em que os habitantes de uma aldeia diziam: “Ó Sr. Ministro, nós queremos é que nos faça a ponte; porque o rio fazemo-lo nós depois”.

E por cá nada se faz. Este rio merece que se preocupem com ele. É pertença de todos nós.


Ponte da Taberna Seca


Foz do Cobrão


Ponte dos Bugios


Ponte do Vale da Mua

Fotos: O Pescador

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Clips de letras # 1


Jo Jones
(Foto: Veryl Oakland)

Walter Page asked me if I wanted to play with Basie’s band. I didn’t feel I had enough experience.

The first night, I knew it. We played Topeka, and I just played that one job, and quit. The band played After You’ve Gone, and Lester took his chorus; then he took a break, and it put my heart in my mouth. I went over to Basie afterwards, planked a pint of whiskey on the table in front of him, and said, “You’ve got a great band. Good luck. I’m going to Omaha”.

They talk me into staying, but on one condition: that I was on two weeks notice. I stayed 14 years.
(in Down Beat, June 1958)