Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Johnny Griffin

John Arnold Griffin III (1928-2008)


Foto de “Little Giant” por Jos L. Knaepen


Jazz is music made by and for people who have chosen to feel good in spite of conditions.
Johnny Griffin


These guys were like triplets. They loved each other and they were always at one another's houses. So much respect. So much music. For some strange reason, they adopted me, and that's how I got my education.
Johnny Griffin on Bud Powell, Thelonious Monk and Elmo Hope (in Rifftides)

Lojas, lojinhas, LPs e CDs

Há cerca de 2 meses que não compro um CD. Mau presságio??? Bom…??? Será da crise…??? Não sei. Vou aguardar pelos comentários do Sr. Vítor Constâncio para saber o que fazer. Mas já sei o que ele vai dizer!!! Poupar, não aumentar salários, manter as progressões na carreira congeladas, descer agora os impostos é disparate, cuidado com o crescimento das importações … Restam-me o Oráculo de Delfos ou a Bruxa de Vilar de Perdizes. De certeza que trarei daí melhores notícias, propícias à renovação musical no meu modesto tugúrio.

Deslocava-me com frequência a Leiria, onde adquiri uma parcela substancial da música que hoje tenho em casa. Apesar dos preços acima da média, o atendimento personalizado (recomendações, encomendas, audição de discos, …) compensava uma ou duas dezenas de euros despendidos a mais. Até que o serviço de encomendas começou a funcionar de mal a pior. O mesmo sucedia com outras discotecas onde as minhas compras eram pouco significativas.

O mau serviço dos importadores implicou um mau serviço prestado pelas lojas aos clientes e a consequente perda da sua fidelização. Cheguei a esperar 8, 12, 18 meses, e até mais, por um CD. E muitos nunca chegaram.
Até que me rendi às compras online. A rapidez nas entregas, associada à quebra do dólar face ao euro e à poupança em combustível, é factor de peso na hora da compra.

Claro … Perde-se o prazer de vasculhar nas prateleiras, de ver os CDs, de os ter na mão, perdem-se os conselhos de quem já nos conhece e até os de outros clientes … Mas, fundamental (!!!), ganha-se o acesso a uma grande diversidade de catálogos não disponibilizados pelas grandes superfícies do disco e da K7 que, após eliminarem concorrentes do comércio tradicional como a MC e a Roma, de quem retenho muito boas memórias, nos propõem as escolhas que lhes convêm a preços que não nos convêm.

Os discos fazem-nos passar por estas coisas. Do LP ao CD, das prateleiras e das pessoas ao monitor do PC. Qual será a seguinte?

Hoje apetece-me aqui deixar 2 temas de 2 discos, desses que me foram dados a descobrir em Leiria e que continuo a ouvir com regularidade. Curiosamente, ambos com Gianluigi Trovesi.

O primeiro, Minor dance, extraído do clássico In cerca di cibo. Acompanhado por Gianni Coscia no acordeão, Trovesi viaja pelo jazz, pela música clássica e pela música folclórica italiana.


Gianni Coscia e Gianluigi Trovesi

tilidom.com
Minor dance


No segundo, Voglio una casa, Trovesi improvisa no seio do projecto L’Arpeggiata de Christina Pluhar. O disco chama-se All’ improviso. Recomendabilíssimo.


Christina Pluhar

tilidom.com
Voglio una casa

PS: Este post estava para ser publicado há umas duas semanas. Como este fim-de-semana estive na capital, num desses grands magasins da música a granel, o jejum foi quebrado.

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Jo Stafford

Jo Elizabeth Stafford (1917-2008)


Foto de Jo Stafford por William Gottlieb


Haunted heart - 1947
(Out of service!)

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Quotes # 36

The technical history of modern harmony is a history of growth of toleration by the human ear of chords that at first sounded discordant and senseless to the main body of contemporary professional musicians.
George Bernard Shaw

Uma foto, uma música # 5


Foto de John Surman por Jim Bengston


Following behind
(Out of service!)

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Passeando por Las Hurdes

"Si en todas partes del mundo el hombre es hijo de la tierra, en Las Hurdes la tierra es hija de los hombres"
Miguel de Unamuno


No norte da Extremadura encontramos os municípios de Caminomorisco, Casar de Palomero, Casares de Las Hurdes, Ladrillar, Nuñomoral e Pinofranqueado, que constituem a Mancomunidad de Las Hurdes, terras agrestes e de grande beleza.

Com muitas montanhas, vales e rios, bem ao gosto do Pescador. Os principais são o Hurdano, o Ladrillar, o Malvellido, o Esparabán e o Los Ángeles, todos eles afluentes do Rio Alagón.

Saímos por Penamacor, atravessámos Valverde del Fresno, Hoyos, e após uns quilómetros pela EX-205, em Villanueva de la Sierra, enfiámos pela Ex-204 que nos faz aterrar em Las Hurdes.

Cortando para Ovejuela, passámos pela Presa de Los Ángeles, de águas límpidas e truteiras, e dirigimo-nos ao berço do rio que a alimenta: o Chorro de Los Ángeles. Paisagem magnífica, também muito apreciada pelos abutres que, pairando, se resolveram instalar por aquelas paragens. Bichos de bom gosto.


Presa de Los Ángeles


Chorro de Los Ángeles


Do Chorro à Presa de Los Ángeles


Logo a seguir, em Pinofranqueado, percorremos uns metros no passeio ao longo do Rio de los Ángeles e abancámos no El Castuo, sendo uma obrigação referir o zorongollo de pimientos e o cabrito a la brasa.


Rio de Los Ángeles em Pinofranqueado


Zorongollo de pimientos


Pormenor da decoração do restaurante El Puente


Dirigimo-nos a Riomalo de Abajo onde, no miradouro La Antigua, podemos desfrutar da vista do meandro El Melero no Rio Alagón.


Casa da cultura em Caminomorisco


Rio Hurdano em Vegas de Coria


Serras em Riomalo de Abajo




Meandro El Melero, no Rio Alagón


Passando por las Mestas, e entrando na província de Castilla-La Mancha, decidimos revisitar La Alberca, subindo a Sierra de Francia no parque natural de Las Batuecas.




Las Mestas




Sierra de Francia


Trata-se de uma bonita aldeia histórica com muitos recantos e pormenores para serem descobertos. Merece ser visitada.
Mas, existem demasiados vendedores ambulantes e estabelecimentos comerciais em La Alberca. O turismo descaracteriza-a. Além disso tivemos de comer presunto serrano cortado à máquina, por presunto ibérico; com insistência do dono do restaurante que se tratava de presunto ibérico. Trafulha. Gilipollas.








La Alberca


O regresso foi por Ciudad Rodrigo, descendo a Sierra de Gata pela CL-526, entrando também por Penamacor.

Fico com vontade de regressar brevemente a Las Hurdes. E também com vontade de ver o documentário Las Hurdes (Tierra sin pan) - 1933 de Luis Buñuel.


Fotos: O Pescador

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Lisboa # 8

Lisboa e as suas gentes no início dos anos 80.



Largo de Sapadores



Feira da Ladra

Fotos: O Pescador

Playlist - Julho

Este mês o gira-discos anda às voltas sob o signo do swing.

O Hot Swing Trio de Mark O’Connor abre a sessão. Com os convidados Wynton Marsalis e Jane Monheit, interpreta o clássico de Fats Waller e Andy Razaf, Honeysuckle rose.

Don’t be that way pelo quinteto de Lionel Hampton. Acompanham-no Buddy DeFranco, Oscar Peterson, Ray Brown e Buddy Rich. Gravação: Abril de 1954, em New York.

O quarteto do pianista Gene Harris e I remember you (Johnny Mercer). O guitarrista de serviço é Ron Escheté.

Um tema de culto para terminar. So what, numa versão uptempo pela orquestra do grande mestre Gerald Wilson. Os solos são de Jimmy Owens (trompete), Kamasi Washington (sax tenor), Luis Bonilla (trombone), Russell Malone (guitarra), Renee Rosnes (piano) e Peter Washington (contrabaixo).
Uma explosão de jazz.