There are few things uniquely American... Arguably jazz is one of them.
Ken Burns
Jazz does not belong to one race or culture, but is a gift that America has given the world.
Ahmad Alaadeen
Ahhh cartoons America's only native art form. I don't count jazz because it sucks.
Bart Simpson
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Sábado, 27 de Setembro de 2008
Uma música, um filme # 3
All God’s chillun got rhythm (Jurmann, Kaper & Kahn)
A day at the races (Sam Wood, 1937), with The Marx Brothers
A day at the races (Sam Wood, 1937), with The Marx Brothers
Este clip abre com Who’s that man, onde Harpo e a sua flauta são protagonistas.
Um pouco à frente (3’ 23’’) Ivie Anderson (1905-1949) canta All God’s chillum got rhythm com o Crinoline Choir.
Anderson conseguiu conciliar as suas actuações com a orquestra de Duke Ellington no Cotton Club, no Washington Boulevard em Culver City, que distava umas escassas centenas de metros dos estúdios da MGM, com o seu papel no filme. Aliás, a orquestra de Ellington também gravou música que foi incluída no filme, e alguns dos seus elementos surgem em cena.
Podemos igualmente assistir a um das mais notáveis sequências de dança lindy hop da história do cinema, por um grupo de profissionais que animava as noites do Savoy Ballroom – The Whitey’s Lindy Hoppers.
Um pouco à frente (3’ 23’’) Ivie Anderson (1905-1949) canta All God’s chillum got rhythm com o Crinoline Choir.
Anderson conseguiu conciliar as suas actuações com a orquestra de Duke Ellington no Cotton Club, no Washington Boulevard em Culver City, que distava umas escassas centenas de metros dos estúdios da MGM, com o seu papel no filme. Aliás, a orquestra de Ellington também gravou música que foi incluída no filme, e alguns dos seus elementos surgem em cena.
Podemos igualmente assistir a um das mais notáveis sequências de dança lindy hop da história do cinema, por um grupo de profissionais que animava as noites do Savoy Ballroom – The Whitey’s Lindy Hoppers.
Nesta versão (1950) do tema ouvimos June Christy acompanhada pelo quarteto de Ernie Felice:
Ernie Felice – acordeão
Dick Anderson – clarinete
Dick Fisher – guitarra
Rolly Bundock – contrabaixo
O pianista Claude Williams, que não integrava o quarteto, era acompanhante regular de Christy.
Ernie Felice – acordeão
Dick Anderson – clarinete
Dick Fisher – guitarra
Rolly Bundock – contrabaixo
O pianista Claude Williams, que não integrava o quarteto, era acompanhante regular de Christy.
All God's chillun got rhythm
Aqui o tema é interpretado por Frank Collett, acompanhado por Tom Warrington no contrabaixo e Joe La Barbera na bateria (2004).
Num disco dedicado inteiramente à música de Bronislaw Kaper, onde encontramos temas dos filmes Green Dolphin Street, Lili, The brothers Karamazov e Mutiny on the bounty, entre outros.
Num disco dedicado inteiramente à música de Bronislaw Kaper, onde encontramos temas dos filmes Green Dolphin Street, Lili, The brothers Karamazov e Mutiny on the bounty, entre outros.
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Quotes # 43
The blues is life.
Brownie McGhee
My blues are so simple, but so few people can play it right.
Muddy Waters
Anytime a person can play the blues, he has a soul and he has a 'lift' to play anything else he wants to play. It's sort of like the foundation to a building.
Jimmy Rushing
Brownie McGhee
My blues are so simple, but so few people can play it right.
Muddy Waters
Anytime a person can play the blues, he has a soul and he has a 'lift' to play anything else he wants to play. It's sort of like the foundation to a building.
Jimmy Rushing
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Sábado, 20 de Setembro de 2008
Salada de polvo e corrupção # 3
Eis as últimas 3 pérolas que retirei de La Piovra.
Temos de ser nós a estar lá, onde se decide, na sala do poder … Se nós concentrarmos os votos num único homem que saiba bem a profissão de político … Esse homem levará até Roma toda a nossa força.
Temos de ser nós a estar lá, onde se decide, na sala do poder … Se nós concentrarmos os votos num único homem que saiba bem a profissão de político … Esse homem levará até Roma toda a nossa força.
Turi Mondello para os chefes das famílias
Ouviste-o? Que bonito, o deputado Monteverde. O incorruptível! ... Que coisa maravilhosa, o momento em que um homem como o Monteverde se desonra.
Professor Ramonte
Proponho mostrar-vos a direcção em que caminha o mundo, mostrar-vos os novos sulcos abertos pelo rio do dinheiro … Como?
Não fazendo guerras contra o Estado, tirando proveito das leis actuais e obrigando à aprovação de novas, feitas à nossa medida e à medida dos nossos interesses. Há que por fim às mesquinhas veleidades de separatismo, imbuídas de baixa política e pequenas negociatas; procuremos a real autonomia de todos os poderes que nos permita ser a reserva natural do novo poder financeiro, a capital da nova economia.
Não fazendo guerras contra o Estado, tirando proveito das leis actuais e obrigando à aprovação de novas, feitas à nossa medida e à medida dos nossos interesses. Há que por fim às mesquinhas veleidades de separatismo, imbuídas de baixa política e pequenas negociatas; procuremos a real autonomia de todos os poderes que nos permita ser a reserva natural do novo poder financeiro, a capital da nova economia.
Tano Cariddi
Cebolais de Cima
Lembro-me de, da varanda da casa dos meus pais, em Cebolais de Cima, ver passar dezenas e dezenas de camionetas da carreira, automóveis e motorizadas, com destino à romaria da Sr.ª dos Remédios. A ida, a volta, num corrupio contínuo.
Esta romaria perdeu muito do significado de então, talvez acompanhando o declínio da indústria de lanifícios na minha aldeia.
A capela e o recinto estão estrategicamente situados nas imediações do rio Ponsul, entre Alfrívida e o Monte Fidalgo, em terrenos que ainda hoje são excelentes locais de caça. Aqui decorreram muitas paródias onde o coelho à caçador e a miga de peixe tinham lugar de destaque.
Numa delas, há mais de duas dezenas de anos, foi convidado o artista naïf Avelino “Filhó”, conceituado fadista e guitarrista cebolense.
Esta romaria perdeu muito do significado de então, talvez acompanhando o declínio da indústria de lanifícios na minha aldeia.
A capela e o recinto estão estrategicamente situados nas imediações do rio Ponsul, entre Alfrívida e o Monte Fidalgo, em terrenos que ainda hoje são excelentes locais de caça. Aqui decorreram muitas paródias onde o coelho à caçador e a miga de peixe tinham lugar de destaque.
Numa delas, há mais de duas dezenas de anos, foi convidado o artista naïf Avelino “Filhó”, conceituado fadista e guitarrista cebolense.
O meu amigo João Sobreira, um dos protagonistas no repasto, um autêntico Michel Giacometti ceboleiro, com um modesto gravador de cassetes fez a recolha da prestação do Mestre Avelino. E o meu amigo José Luís digitalizou o material que, após editado e seleccionado pelo Pescador, constitui o substrato deste post.
2 Improvisos para guitarra portuguesa
O gemer das cordas.
2 Improvisos para guitarra portuguesa
O gemer das cordas.
Fado 1: E aquela azenha velhinha
Fala-nos do fado, da tragédia. Inspirado pelos tintóis, Ti Avelino canta-nos a trágica fuga à cheia de uma ribeira de um moleiro com o filho nos braços. Uma ponte que ruiu e que lança na corrente as duas almas.
Fado 2: Há quem coma e goze à farta
Um fado de crítica social. Por entre muitas fífias musicais e com a ajuda da assistência, Ti Avelino lança umas valentes farpas a memórias de relações laborais e sociais que ainda estavam bem vivas no pós 25 de Abril.
Há quem coma e goze à farta
Há quem viva na pobreza
Por não haver quem reparta
O pão que sobeja à nobreza
…
Tira o chapéu milionário
Que o enterro vai a passar
Do pobre do operário
Que morreu a trabalhar
Fado 3: E eu fui um dia a correr o nosso lindo Portugal
Um fado onde são cantadas as belezas das regiões portuguesas e recordado o Portugal Ultramarino.
Mais fífias de dedos e cordas, mais improvisação e vapores etílicos, por entre letras esquecidas.
…
Nas acidentadas Beiras
Vi brilhar a branca neve
Perto das Penhas Douradas
Aonde o ar está mais leve
…
Mas ainda não pára aqui
O seu encanto sem par
Vamos meu coração vamos
Pr’ás terras de além-mar
…
Em São Tomé vi suas roças
E em Angola descansei
À sombra do embondeiro
E a sua sombra gozei
…
Canção de Cebolais
A fita devia estar a chegar ao fim. Não deu para mais.
E as letras dos fados malandros? O Sem camisa, por exemplo. Boa disposição e brejeirices que fariam corar de vergonha o Quim Barreiros e Cª.
Onde quer que esteja o Ti Avelino, bem-haja.
Onde quer que esteja o Ti Avelino, bem-haja.
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Sra. dos Remédios
Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
Pescar no Rio Ponsul
Há quase 4 dezenas de anos que pesco no Rio Ponsul. Ainda antes de a barragem de Cedillo estar construída. Quando o rio ainda corria até à sua foz, quando os moleiros ainda eram moleiros. Lembram-se? Do moinho do Simplício e do moinho do Coelho? Tempos idos.
Tempos em que os “costas negras” subiam das águas profundas e desovavam naqueles areais de águas transparentes. Em que o Pescador apenas pescava bordalos porque a sua ciência não dava para mais.
Hoje o rio é outro. As águas da barragem de Cedillo cobriram essas zonas de pesca e também a fauna piscícola se revela notoriamente diferente da de então.
Que espécies pescamos neste rio?
Barbos, bogas, carpas comuns, em abundância, e uns quantos pimpões. A indesejada perca-sol. Os sempre perseguidos e desrespeitados achigãs e os recém-chegados luciopercas. E claro que ocasionalmente surge no anzol uma carpa-real, um bordaleco ou um góbio, e até um lagostim vermelho imigrado do estado de Louisiana.
Espero que os alburnos (espécie sem interesse desportivo) e peixes-gatos (espécie nociva) não dêem à costa neste maravilhoso rio.
Em que zonas do Ponsul podemos pescar?
Começarei por referir o troço de rio compreendido entre a Ponte da Monheca, na EN 240 entre Escalos de Baixo e Ladoeiro, e a ponte da EM 18-8 que liga Castelo Branco a Malpica do Tejo.
Caracteriza-se pelas suas águas correntes, em regra pouco profundas. Trata-se de uma zona designada por areais, que alterna entre baixios e alguns pegos. Não costumo por aqui pescar; até porque é principalmente no período de desova que a população piscícola arriba a estas paragens!
É uma zona de pesca frequentada por transgressores. Que, neste período, pescam à mão e à tarrafa nas águas baixas, e à linha nas imediações da Ponte da Monheca, local de concentração para a transposição de uma forte corrente para a subida do rio.
Tempos em que os “costas negras” subiam das águas profundas e desovavam naqueles areais de águas transparentes. Em que o Pescador apenas pescava bordalos porque a sua ciência não dava para mais.
Hoje o rio é outro. As águas da barragem de Cedillo cobriram essas zonas de pesca e também a fauna piscícola se revela notoriamente diferente da de então.
Que espécies pescamos neste rio?
Barbos, bogas, carpas comuns, em abundância, e uns quantos pimpões. A indesejada perca-sol. Os sempre perseguidos e desrespeitados achigãs e os recém-chegados luciopercas. E claro que ocasionalmente surge no anzol uma carpa-real, um bordaleco ou um góbio, e até um lagostim vermelho imigrado do estado de Louisiana.
Espero que os alburnos (espécie sem interesse desportivo) e peixes-gatos (espécie nociva) não dêem à costa neste maravilhoso rio.
Em que zonas do Ponsul podemos pescar?
Começarei por referir o troço de rio compreendido entre a Ponte da Monheca, na EN 240 entre Escalos de Baixo e Ladoeiro, e a ponte da EM 18-8 que liga Castelo Branco a Malpica do Tejo.
Caracteriza-se pelas suas águas correntes, em regra pouco profundas. Trata-se de uma zona designada por areais, que alterna entre baixios e alguns pegos. Não costumo por aqui pescar; até porque é principalmente no período de desova que a população piscícola arriba a estas paragens!
É uma zona de pesca frequentada por transgressores. Que, neste período, pescam à mão e à tarrafa nas águas baixas, e à linha nas imediações da Ponte da Monheca, local de concentração para a transposição de uma forte corrente para a subida do rio.
Logo, logo a montante da ponte de Malpica do Tejo encontramos águas represadas pouco profundas que, nas épocas certas, possibilitam a prática da pesca à inglesa com capturas de peixes de todos os tamanhos e feitios.
E imediatamente a jusante já encontramos pesqueiros mais profundos onde, atendendo à intensidade da corrente, se pesca à francesa e à bolonhesa.
Este local é muito frequentado por pescadores de Castelo Branco. Dista meia dúzia de km da cidade e, excluindo aqueles dias mesmo frios, permite fazer o gosto ao dedo com capturas de alguns ciprinídeos.
E imediatamente a jusante já encontramos pesqueiros mais profundos onde, atendendo à intensidade da corrente, se pesca à francesa e à bolonhesa.
Este local é muito frequentado por pescadores de Castelo Branco. Dista meia dúzia de km da cidade e, excluindo aqueles dias mesmo frios, permite fazer o gosto ao dedo com capturas de alguns ciprinídeos.
Uns quilómetros abaixo situa-se uma zona de pesca privilegiada: a ponte de Lentiscais. Zona de confluência da Ribeirinha e do Ribeiro do Barco.
Os pesqueiros com acessos e condições físicas mais favoráveis são em pequeno número. Depois temos uma dúzia deles, igualmente bons para pescar, em que há que palmilhar uns metrozões com o material às costas, por estreitas e sinuosas veredas.
Convém levantar cedo se aqui quiser pescar. É compensador porque se trata de um local de pesca de excelência, com águas profundas que são povoadas por belos exemplares de barbos e carpas. Cinco estrelas!!!
Os pesqueiros com acessos e condições físicas mais favoráveis são em pequeno número. Depois temos uma dúzia deles, igualmente bons para pescar, em que há que palmilhar uns metrozões com o material às costas, por estreitas e sinuosas veredas.
Convém levantar cedo se aqui quiser pescar. É compensador porque se trata de um local de pesca de excelência, com águas profundas que são povoadas por belos exemplares de barbos e carpas. Cinco estrelas!!!
A jusante da ponte de Lentiscais? Só para conhecedores. Os labirintos de eucaliptais e as más condições dos caminhos de terra batida não são aconselháveis para estranhos. E corremos o risco de os poucos pesqueiros existentes se encontrarem degradados.
Lástima que um rio com esta riqueza piscícola não disponha de uns metros de margens convenientemente arranjadas para satisfazer a procura dos pescadores da região por estas águas. É que nós merecemos!
Junto à ponte da estrada para Malpica do Tejo até seria de considerar a construção de um passeio fluvial destinado à população da cidade, como bálsamo para as terríveis noites de calor albicastrenses.
Dois coelhos de uma cajadada!
Técnicas, iscos e engodos
A pesca à francesa é a minha técnica preferida neste rio. Tenho por hábito pescar dos 9 aos 11 metros, com cerca de 2 metros de elástico compatível com terminais que variam entre 0,10 e 0,14; anzóis entre o nº 16 e o nº 20; dependendo da corrente utilizo bóias entre 0,8 e 1,5 gramas.
Claro que não pesco grandes exemplares. Esse não é o propósito da técnica francesa.
E também não baixo a linhas 0,08 e anzóis 22, em tentativas desesperadas de livrar a grade; naqueles dias…
Quando o peixe não encosta recorro a canas de pesca à inglesa ou bolonhesa, para pescar com bóia de correr (a profundidade alcança mais de uma dezena de metros), mantendo os terminais e anzóis referidos. Sempre preferi as chumbadas desmultiplicadas às maciças.
Chumbadas maciças assentes no fundo, pesca à burra e pesca da terceira idade, ainda não entraram no meu leque de opções; se bem que têm muitos adeptos por estas bandas.
Iscos: asticot todo o ano; a minhoca é uma boa alternativa na época fria, e os iscos vegetais podem ser considerados na época quente.
Engodos: não prescindo da utilização de farinhas, e não me preocupo com a sua granulometria; atento mais na quantidade e na cadência da engodagem. E não me esqueço do grão para fisgar (cânhamo, sempre em primeiro lugar; e muito raramente outros).
A pesca do achigã
A par da pesca de belos exemplares de barbos e carpas, é também considerada um dos atractivos deste rio. E é abrilhantada pelas capturas ocasionais de luciopercas e barbos que se ferram nas amostras.
A minha amostra favorita pela sua polivalência de capturas é a Rapala Shallow Shad Rap de 5 cm e cor SD. Mas isto são manias!
As características das margens dificultam tremendamente a acção de pesca. São poucos, muito poucos, os metros que percorremos sem dificuldades. A vegetação e o declive tornam praticamente impossível a pesca a pé.
Compre um pato! Ou vá de barco! Mas esteja atento à regulamentação da navegação nestas águas, que estão incluídas no Parque Natural do Tejo Internacional.
Por vezes acho que ninguém se entende a este respeito: É proibido é, mas vá, vá que ninguém lhe diz nada… Ah, se todos lá andam eu também para lá vou!... A lei está a mudar, agora não há contra-ordenações para ninguém, e se houver não há coimas previstas...
Convém informar-se do que diz a legislação em vigor.
Junto à ponte da estrada para Malpica do Tejo até seria de considerar a construção de um passeio fluvial destinado à população da cidade, como bálsamo para as terríveis noites de calor albicastrenses.
Dois coelhos de uma cajadada!
Técnicas, iscos e engodos
A pesca à francesa é a minha técnica preferida neste rio. Tenho por hábito pescar dos 9 aos 11 metros, com cerca de 2 metros de elástico compatível com terminais que variam entre 0,10 e 0,14; anzóis entre o nº 16 e o nº 20; dependendo da corrente utilizo bóias entre 0,8 e 1,5 gramas.
Claro que não pesco grandes exemplares. Esse não é o propósito da técnica francesa.
E também não baixo a linhas 0,08 e anzóis 22, em tentativas desesperadas de livrar a grade; naqueles dias…
Quando o peixe não encosta recorro a canas de pesca à inglesa ou bolonhesa, para pescar com bóia de correr (a profundidade alcança mais de uma dezena de metros), mantendo os terminais e anzóis referidos. Sempre preferi as chumbadas desmultiplicadas às maciças.
Chumbadas maciças assentes no fundo, pesca à burra e pesca da terceira idade, ainda não entraram no meu leque de opções; se bem que têm muitos adeptos por estas bandas.
Iscos: asticot todo o ano; a minhoca é uma boa alternativa na época fria, e os iscos vegetais podem ser considerados na época quente.
Engodos: não prescindo da utilização de farinhas, e não me preocupo com a sua granulometria; atento mais na quantidade e na cadência da engodagem. E não me esqueço do grão para fisgar (cânhamo, sempre em primeiro lugar; e muito raramente outros).
A pesca do achigã
A par da pesca de belos exemplares de barbos e carpas, é também considerada um dos atractivos deste rio. E é abrilhantada pelas capturas ocasionais de luciopercas e barbos que se ferram nas amostras.
A minha amostra favorita pela sua polivalência de capturas é a Rapala Shallow Shad Rap de 5 cm e cor SD. Mas isto são manias!
As características das margens dificultam tremendamente a acção de pesca. São poucos, muito poucos, os metros que percorremos sem dificuldades. A vegetação e o declive tornam praticamente impossível a pesca a pé.
Compre um pato! Ou vá de barco! Mas esteja atento à regulamentação da navegação nestas águas, que estão incluídas no Parque Natural do Tejo Internacional.
Por vezes acho que ninguém se entende a este respeito: É proibido é, mas vá, vá que ninguém lhe diz nada… Ah, se todos lá andam eu também para lá vou!... A lei está a mudar, agora não há contra-ordenações para ninguém, e se houver não há coimas previstas...
Convém informar-se do que diz a legislação em vigor.
Se o peixe o desiludir tente encontrar uma miga do dito cujo em Alfrívida ou Lentiscais. No sítio certo é de comer e chorar por mais!
Ou vá fazer umas orações à Srª dos Remédios. Pode ser que resulte...
Ou vá fazer umas orações à Srª dos Remédios. Pode ser que resulte...
Fotos: O Pescador
No São José a boga anda em pé.
Dito popular de Cebolais de Cima
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Sra. dos Remédios
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Contra a corrente
Aconteceu por acaso.
No Imeem, onde tenho armazenadas algumas músicas da Caldeirada, cliquei nesta moça e ela começou a tocar e a cantar.
Não sou adepto destas cançonetas, e nunca me passou pela cabeça que uma delas fosse objecto de um post, mas aqui fica: Ingrid Michaelson e Be ok.
No Imeem, onde tenho armazenadas algumas músicas da Caldeirada, cliquei nesta moça e ela começou a tocar e a cantar.
Não sou adepto destas cançonetas, e nunca me passou pela cabeça que uma delas fosse objecto de um post, mas aqui fica: Ingrid Michaelson e Be ok.
Domingo, 14 de Setembro de 2008
Marc Riboud
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500 Pratos de caldeirada
Nos últimos tempos tenho analisado os resultados obtidos com IP trackers instalados nesta Caldeirada Rica.
Não são de desprezar, mas também não são de fiar. Os resultados são significativamente falíveis, quer na contagem de visitantes quer na atribuição de uma localização geográfica ao IP.
Após 500 doses de caldeirada, dois trackers da mesma marca (StatCounter) forneceram resultados muito semelhantes, mas não idênticos, na contagem e na localização.
Comparados com o da Feedjit as diferenças já são algo relevantes. Este último perdeu visitantes dos Açores, Chile, Japão e Reino Unido, mas contabilizou cliques adicionais noutros países. Ao nível de uma localização mais ou menos rigorosa dos visitantes nem é bom falar. A discrepância é grande, seja em Portugal seja noutros países.
Ainda assim, os agradecimentos do Pescador a estas gentis empresas.
Não são de desprezar, mas também não são de fiar. Os resultados são significativamente falíveis, quer na contagem de visitantes quer na atribuição de uma localização geográfica ao IP.
Após 500 doses de caldeirada, dois trackers da mesma marca (StatCounter) forneceram resultados muito semelhantes, mas não idênticos, na contagem e na localização.
Comparados com o da Feedjit as diferenças já são algo relevantes. Este último perdeu visitantes dos Açores, Chile, Japão e Reino Unido, mas contabilizou cliques adicionais noutros países. Ao nível de uma localização mais ou menos rigorosa dos visitantes nem é bom falar. A discrepância é grande, seja em Portugal seja noutros países.
Ainda assim, os agradecimentos do Pescador a estas gentis empresas.
Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Cab Calloway em Lisboa
No dia 24 de Junho, no Coliseu dos Recreios e integrados no Jazz Lis 92, aconteceram dois em um.
A Hi-De-Oh Orchestra de Cab Calloway (1907-1994) com as Rhythm Queens, duas moçoilas tap dancers muito jeitosas (Deborah Mitchell e Germaine Goodson).
Com 84 anos, Calloway presenteou-nos com muita da sua energia e da sua exuberância, que vimos tão bem retratadas no Cotton Club de Coppola.
Ainda bem que ele não seguiu as pisadas do pai com uma carreira de advogado. Tendo frequentado Direito ao mesmo tempo que tocava nos clubes nocturnos de Chicago, optou por esta segunda via. Para nosso gáudio.
Logo, logo a seguir tocou o septeto de Wynton Marsalis. Que noite…
A Hi-De-Oh Orchestra de Cab Calloway (1907-1994) com as Rhythm Queens, duas moçoilas tap dancers muito jeitosas (Deborah Mitchell e Germaine Goodson).
Com 84 anos, Calloway presenteou-nos com muita da sua energia e da sua exuberância, que vimos tão bem retratadas no Cotton Club de Coppola.
Ainda bem que ele não seguiu as pisadas do pai com uma carreira de advogado. Tendo frequentado Direito ao mesmo tempo que tocava nos clubes nocturnos de Chicago, optou por esta segunda via. Para nosso gáudio.
Logo, logo a seguir tocou o septeto de Wynton Marsalis. Que noite…
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Fotografia de jazz
Quotes # 42
I'm very glad to have met you. I like your playing very much.
Charlie Parker to Jean-Paul Sartre
Charlie Parker to Jean-Paul Sartre
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Domingo, 7 de Setembro de 2008
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008
Uma música, um filme # 2
Happy Anatomy (Duke Ellington)
Anatomy of a Murder (Otto Preminger, 1959)
Anatomy of a Murder (Otto Preminger, 1959)
Neste tema o saxofone tenor e o clarinete são de Jimmy Hamilton, e a trompete de Ray Nance.
Durante o diálogo entre Paul “Polly” Biegler (James Stewart) e Laura Manion (Lee Remick) inicia-se a exposição de um outro tema: More Blues.
Durante o diálogo entre Paul “Polly” Biegler (James Stewart) e Laura Manion (Lee Remick) inicia-se a exposição de um outro tema: More Blues.
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Música e cinema
Quotes # 41
Dancing is very important to people who play music with a beat. I think that people who don't dance, or who never did dance, don't really understand the beat. ... I know musicians who don't and never did dance, and they have difficulty communicating.
Duke Ellington
Duke Ellington
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Playlist - Setembro
Este mês o gira-discos dá-nos uma leitura actual de 4 temas do great american songbook.
It's all right with me (Cole Porter, 1953)
Brad Mehldau Trio
Brad Mehldau Trio
I want to be happy (Vincent Youmans & Irving Caesar, 1925)
Don Byron, Jason Moran & Jack DeJohnette
Don Byron, Jason Moran & Jack DeJohnette
My favourite things (Richard Rodgers & Oscar Hammerstein II, 1959)
Dave Liebman, Jean-Paul Celea & Wolfgang Reisinger
Dave Liebman, Jean-Paul Celea & Wolfgang Reisinger
Cheek to cheek (Irving Berlin, 1935)
Pierre Dorge & New Jungle Orchestra
Pierre Dorge & New Jungle Orchestra
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
Uma música, um filme # 1
Raindrops Keep Fallin' on My Head (Hal David & Burt Bacharach)
Butch Cassidy and the Sundance Kid (George Roy Hill, 1969)
Butch Cassidy and the Sundance Kid (George Roy Hill, 1969)
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